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Blog sobre Retenção e Desenvolvimento do Capital Humano

Liderança paternalista: será bom combinar disciplina e compaixão?

A combinação de autoridade e afeto entre pais e filhos é a base da liderança paternalista, um estilo de gestão empresarial que está bem estabelecido nas empresas asiáticas e está a ganhar força no Ocidente como resultado de várias investigações que argumentam que esta abordagem pode ser muito positiva para a empresa.

Liderazgo paternalista

Definição de liderança paternalista

A liderança paternalista é aquela que “combina uma forte disciplina e autoridade com benevolência paterna e integridade moral num ambiente personalista”, conforme definido por Jiing-Lih Farh e Bor-Shiuan Cheng em A Cultural Analysis of Paternalistic Leadership in Chinese Organizations.

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É, portanto, uma abordagem de gestão em que o líder atua como patriarca ou matriarca e trata os trabalhadores como se fossem membros de uma grande família, baseando a sua influência, como aponta Max Weber em Economy and Society, “não no compromisso do empregado com um propósito impessoal ou obediência a regras abstratas, mas numa fidelidade estritamente pessoal” que se baseia em teorias de motivação promovidas por autores como Elton Mayo, Ouchi ou McClelland.

Ou seja, a liderança paternalista não consiste em que os colaboradores façam o que lhes é dito -como seria o caso do estilo autoritário-, mas que assumam as diretrizes do superior porque ele sabe o que é melhor para eles pela sua experiência e pela sua capacidade de tomar melhores decisões. “A figura da autoridade sabe o que é melhor para a organização e confiam que o seu líder terá sempre os melhores interesses para os funcionários em mente Paternalistic Leadership.

Em troca dessa proteção e maior segurança proporcionada pela legitimidade do gerente, o líder espera lealdade, confiança e obediência. Isto não significa que o superior não escute os empregados; ao contrário do modelo autocrático, a liderança paternalista favorece a participação dos trabalhadores, embora seja o superior quem toma a decisão final.

Características do líder paternalista

Assim, como o trabalho Paternalistic Leadership Guide: Definition, Qualities, Pros & Cons, Examples afirma, a liderança paternalista é caracterizada pelos seguintes atributos:

  • Influência. É necessário que o superior seja capaz de influenciar os colaboradores porque, embora o líder tenha muito poder, a sua relação com os trabalhadores não se caracteriza pela imposição, mas pelo respeito à sua figura.
  • Autonomia. Na liderança paternalista, valoriza-se também o desenvolvimento pessoal e profissional dos colaboradores e são lhes dadas oportunidades de crescimento, tal como um pai/mãe tenta assegurar que os seus filhos evoluam e tenham sucesso.
  • Compaixão. Para alcançar a lealdade do capital humano, o líder paternalista deve ser compassivo e empático, para que os trabalhadores se sintam confortáveis e valorizados pelos seus superiores.
  • Capacidade de decisão. Dado que a última palavra corresponde ao líder, este deve ser resoluto, decidindo com agilidade e precisão para favorecer o avanço da empresa.
  • Organização. Uma vez que o superior é responsável por controlar todos os procedimentos e objetivos da empresa, precisa ter competências organizacionais, para gerir de forma eficiente todos os aspectos da empresa.

A ascensão da liderança paternalista

Apesar da liderança paternalista poder levar a um alto nível de compromisso e satisfação por parte dos colaboradores, no mundo ocidental este estilo de gestão não está muito difundido e é mesmo rejeitado porque está relacionado com um modelo autoritário, ainda que existam acentuadas diferenças, acima mencionadas, entre as duas abordagens.

Por outro lado, nas empresas orientais, a liderança paternalista é a mais utilizada e exigida pelos próprios trabalhadores, como evidenciado pelo trabalho Paternalistic Leadership and Subordinate Responses: Establishing a Leadership Model in Chinese Organizations. “Estas culturas de gestão tendem a favorecer o coletivismo e a concentração de poder nas mãos daqueles que ‘sabem o melhor””, acrescenta Inun Jariya em Western Cultural Values and Its Implications on Management Practices.

Embora este estilo de gestão empresarial tenha algumas desvantagens (demasiada pressão sobre o líder, um travão à proactividade dos trabalhadores, falta de iniciativa por parte do pessoal, etc…), vários estudos estão actualmente a destacar os benefícios que a liderança paternalista pode trazer às organizações em todo o mundo quando se estabelece um equilíbrio entre o comportamento autoritário e benevolente.

Especificamente, de acordo com a recente pesquisa Benevolence-Dominant, Authoritarianism-Dominant, and Classical Paternalistic Leadership: Testing their Relationships with Subordinate Performance, mostrar compaixão para com os subordinados é quase sempre útil, especialmente quando combinado com a aplicação de metas e objetivos claros. “Se sente que o seu líder ou chefe realmente se importa consigo, pode sentir-se mais comprometido com o trabalho que faz para ele.” ressaltam os autores.

Para chegar a essa conclusão, especialistas sondaram membros do exército de Taiwan e trabalhadores dos EUA, observando a influência no seu desempenho de três estilos de liderança:

  • Autoritário (focado em resultados): os profissionais que sentiram esse tipo de liderança tiveram dados negativos sobre o seu desempenho.
  • Benevolente (focado nos laços sociais): pelo contrário, através de uma liderança benevolente, foi alcançado um impacto positivo no desempenho profissional.
  • Paternalista (mistura dos dois anteriores): esta abordagem teve um efeito tão forte como a anterior em termos de melhoria dos resultados do pessoal.

As conclusões implicam que mostrar apoio pessoal e familiar aos colaboradores é uma parte crítica da relação líder-subordinado. “Embora a importância de estabelecer uma estrutura e expectativas seja importante para os líderes, a ajuda e orientação do líder no desenvolvimento de laços sociais e redes de apoio para um seguidor pode ser um fator poderoso no seu desempenho profissional em qualquer cultura”, diz o estudo.

Para inspirar o capital humano, no Grupo P&A temos o programa Inspiring Leader, desenvolvido a partir da pesquisa da Zenger&Folkman, em que a empresa de consultoria desvenda essa capacidade. Através deste workshop, os gestores irão aprender a construir as habilidades de liderança necessárias para inspirar e motivar as suas equipas e alcançar o sucesso da organização.

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Julian Mesa Martinez Especialista en Liderazgo Grupo P&A

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