• es
  • pt-br
  • pt-pt
  • fr-fr
(+34) 902 207 782

Blog sobre Retenção e Desenvolvimento do Capital Humano

“Killer questions” ou como filtrar os candidatos mais idóneos

Em 2009, la Agência de Turismo de Queensland lançou uma oferta de emprego para o que denominou ‘O melhor trabalho do mundo’. A esta chamada responderam 34.000 candidatos de numerosas nacionalidades. Como poderão enfrentar os encarregados da seleção esta enorme quantidade de solicitações? Seguramente que as killer questions tiveram um papel decisivo no desenvolvimento do processo de recrutamento.

Killer questions o cómo filtrar a los candidatos más idóneos

Guia livre Liderança Extraordinaria: Como influi no rendimiento da organização


Ainda que se trate de um caso extraordinário e anedótico, apoiado por uma original campanha promocional, o certo é que qualquer oferta de emprego geralmente desperta o interesse de numerosos profissionais. Em concreto, durante 2016, o portal de busca de emprego Infojobs registou 114 milhões de inscrições nas vagas de trabalho publicadas pela web, o que se traduz numa média de 56 inscritos por cada emprego anunciado, segundo o relatório O estudo do mercado laboral em Espanha.

Por razões óbvias, os departamentos de Recursos Humanos não podem levar a cabo uma análise em profundidade de cada um dos aspirantes que mostram o seu interesse de se juntar à companhia. Entram então em jogo as killer questions, uma poderosa ferramenta de seleção de pessoal que agiliza o recrutamento sem que se perca o talento durante o processo.

Conceito de killers questions

O seu nome já dá uma ideia do conceito que encerra este instrumento de Recursos Humanos. As killer questions ou perguntas de filtragem fazem referência a essas questões que o empregador coloca aos aspirantes a um determinado posto de trabalho e cuja resposta supõe a continuação ou abandono do processo de seleção.

Geralmente realizam-se nas fases iniciais do recrutamento, especialmente nos processos de seleção online, ainda que também se possam levar a cabo na entrevista telefónica.

Para isso, a chave para que as killer questions funcionem é que responda aos requisitos imprescindíveis do posto concreto que se quer preencher. Quer dizer, não existem perguntas de filtragem gerais aplicáveis a todos os processos de seleção, mas sim que cada companhia deve configurar os parâmetros indispensáveis ou valorizáveis da vaga sobre os quais versarão estas questões.

Por exemplo, se estamos ante uma oferta de emprego para um condutor de camiões, uma das possíveis killer questions será se o aspirante está na posse da licença de condução para estes veículos. Aqueles que não a tenham, não continuarão no processo, seguindo uma dinâmica similar ao popular jogo de ‘Quem é quem’, mas buscando, não uma personagem, mas sim o empregado ideal.

Funções das killer questions

Se bem que podem resultar intimidatórias para os profissionais que procuram o trabalho, o certo é que uma correta definição das killer questions é um processo de seleção que permite otimizar o recrutamento, quer dizer, chegar ao candidato mais idóneo para o posto no menor tempo possível e com os mínimos recursos.

Em concreto, as killer questions contribuem nos seguintes aspetos:

  • Diminuir o número de aspirantes de um processo de seleção que acederão à fase da entrevista pessoal mediante uma filtragem inicial.
  • Obter informação de grande valor sobre todos os profissionais que se apresentam à vaga, que será de ajuda tanto para descartar a uns como para adotar a decisão final do escolhido.
  • Aliviar a carga de trabalho dos responsáveis de recrutamento, ao automatizar parte do crivo através destas perguntas.
  • Facilitar a identificação, entre as diferentes candidaturas, do melhor profissional para o posto concreto.

Tipos de killer questions

Dentro das perguntas de filtragem existem duas classificações:

  • Abertas. Aquelas nas quais o profissional deve redigir uma resposta e são úteis para conhecer a capacidade de expressão do candidato, a sua opinião, interesses ou desejos, o seu conhecimento sobre a empresa ou o sector… Trata-se de questões como ‘Por que é que quer trabalhar nesta empresa?’, ‘Que competências aportará à equipa?’ ou ‘Que expectativas tem sobre a sua carreira profissional?’.
  • Fechadas. Neste caso, é o responsável da seleção de pessoal que estabelece um número determinado de respostas possíveis, deixando ao candidato a opção de escolher entre elas. Por exemplo, no caso de perguntar pelas aspirações salariais, as respostas podem ser várias franjas de retribuição.

Mesmo assim, devemos realçar que as killer questions podem desenvolver-se:

  • De forma valorizável: dando uma pontuação de maior a menor valor a cada resposta, permitindo ao profissional somar pontos.
  • Eliminatória: estabelecendo determinadas respostas como condição para o descarte, de modo a que o aspirante que as marque não continuará no processo.
  • Mista: combinando umas respostas pontuáveis e outras eliminatórias.

Como colocar as killer questions

Ainda que cada companhia tenha que elaborar as suas próprias killer questions para cada posto a preencher, existem uma série de orientações para que as perguntas de filtragem sejam eficazes:

  • Devem desenvolver-se com meticulosidade, após refletir e determinar os requisitos imprescindíveis ou valorizáveis para o emprego em questão.
  • Como consequência, as killer questions têm que estar alinhadas com as necessidades da organização e o posto de trabalho.
  • Devem abordar aspetos do profissional que sejam relevantes e, no momento, desconhecidos para o recrutador.
  • A sua colocação deve ser o mais prática possível.
  • Devem ser claras e concisas, para que o aspirante possa dar uma resposta concreta, sem divagar.

Não obstante, as companhias que queiram ampliar a sua estrutura também têm à sua disposição serviços profissionais de seleção de pessoal, como os oferecidos pelo Grupo P&A, consultora de Recursos Humanos com mais de vinte anos de experiência no sector e uma inovadora metodologia que reduz riscos desnecessários e garantem o êxito nos projetos de seleção de pessoal e headhunting.



New Call-to-action

Julian Mesa Martinez Especialista en Liderazgo Grupo P&A

No hay comentarios

No hay comentarios todavía.

Dejar un comentario